“Me dê elas.”
“Elas não estão…”
“Sra. Stewart, não crie mais obstáculos. Me dê as chaves.”
Richard deu um passo à frente.
“Esta é a casa do meu filho.”
“Minha casa”, eu disse, sentindo a dor.
Sandra abriu sua pasta.
“E se o senhor quiser continuar conversando, Sr. Stewart, explique por que o senhor e sua esposa se mudaram para cá sem contrato de aluguel, desviando quarenta e sete mil dólares da conta conjunta dos proprietários.”
A expressão de Richard mudou. Barbara se virou para ele. Eu não sabia que Sandra tinha o número exato. O paramédico aferiu minha pressão e ficou sério.
“Precisamos ir agora.”
Barbara agarrou-se à grade lateral da maca.
“Ela não vai embora. Janet está vindo. Já preparamos a banheira de parto.”
O paramédico afastou a mão de Barbara com um tapa.
“Se você interferir de novo, será retirada daqui.”
Enquanto me levavam em direção às escadas, vi a banheira de parto inflável na sala de estar. Toalhas estavam empilhadas ao lado. Um difusor exalava aroma de lavanda. Por um instante, imaginei o que poderia ter acontecido se a ajuda não tivesse chegado. Na ambulância, Barbara gritou da porta.
“Daniel nunca vai te perdoar!”
Olhei para trás.
“Ele já perdoou.”
