“Sim, você foi.”
“Você acha que ele vai me perdoar?”
“Sim”, eu disse. “Acho que ele já me perdoou.”
Michael entrou carregando algumas canecas. “Por favor. Thomas teria te perdoado por assaltar um banco se você tivesse demonstrado arrependimento.”
Isso provocou uma risadinha.
“Eu o odiei por muito tempo.”
Mara abriu um álbum de fotos. Lá estávamos nós, com pijamas de Natal combinando que Thomas comprava na liquidação todo ano e fingia ser de grife. Noah estava sem os dentes da frente. Susan tinha uma franja que ela mesma cortara com tesoura de artesanato e um péssimo instinto. Eu, com o braço em volta do pescoço de Thomas e glacê de bolo por todo o rosto.
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“Olha o cabelo dele”, disse Mara, com lágrimas nos olhos. “Por que ele penteava assim?”
Michael bufou. “Porque ele achava que gel era um estilo de vida.”
Até Susan sorriu.
Três dias depois, nós cinco voltamos ao cemitério.
O chão estava seco. O céu estava limpo. Alguém havia deixado flores frescas antes de nossa chegada, e Michael imediatamente acusou Mara com a voz mais gentil possível. Tinha sido Mara.
Três dias depois, nós cinco retornamos ao cemitério.
Susan foi a primeira a se ajoelhar. Ela colocou a mão na lápide e chorou abertamente, sem mais tentar esconder sua dor de nós.
“Me desculpe. Me desculpe muito, Thomas.”
Coloquei a pequena lanterna que havia trazido no chão e a acendi.
Susan olhou para a luz quente e desabou novamente.
Era como a luz da varanda… como ele.
Ela colocou a mão na lápide e chorou abertamente.
Thomas dedicou sua vida a dizer a crianças que não eram seus filhos biológicos que lar não é um lugar que se conquista, mas um lugar que permanece iluminado para você.
Ficamos ali por um longo tempo, em silêncio.
Então Susan pegou minha mão. E quando finalmente voltamos juntos para a estrada, nós cinco nos movemos como irmãos. O que, afinal, era verdade.
