Grávida de gêmeos de oito meses, entrei em trabalho de parto às 3h47 da manhã, mas minha sogra pegou minhas chaves e disse: “Você vai ficar em casa”. Sorri apesar da dor porque não sabia que meu celular já tinha ativado o protocolo de emergência, e quando a porta da frente se abriu de repente, ela finalmente viu quem eu havia mencionado…

“Me devolve.”

“Você está em trabalho de parto, não sendo atacada.”

“Podem ser a mesma coisa.”

Ela jogou o telefone no sofá do outro lado da sala.

“Fique aqui até Janet chegar.” “Não me importo se o presidente aparecer.”

O relógio de pêndulo bateu quatro horas lá embaixo. Então, outra contração me atingiu, tão forte que gritei. Quando passou, senti algo quente subir pela minha perna. Não era muito, mas o suficiente para me assustar. Barbara olhou para o meu rosto.

“O quê?”
Então, a tela do meu celular piscou na cadeira. Uma voz calma e automatizada preencheu a sala.

Protocolo de emergência ativado. Os serviços de emergência foram notificados da sua localização. Por favor, mantenha a calma. A ajuda está a caminho.

Por um instante perfeito, ninguém se mexeu. Richard se lançou para pegar o celular.

“O que você fez?”

“É um protocolo de segurança”, eu disse, respirando com dificuldade. “Se o celular detectar que estou em trabalho de parto e não estou indo para o hospital, ele envia alertas.”

Barbara se virou para mim.

“Vocês nos denunciaram à polícia?”

“Eles não precisavam. Vocês mesmos fizeram isso.”

A voz automatizada repetiu a mensagem. Localização GPS. Daniel. Dra. Martinez. Sandra. Serviços de emergência. Tudo havia sido enviado. O rosto de Barbara empalideceu.

“Eles estão nos fazendo parecer criminosos.”

“Se o vestido servir.”

Sua expressão se contorceu.

“Sua pirralha vingativa…!”

“Cuidado”, eu disse. “Ainda está sendo gravado.”

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