Ela estava grávida enquanto estava presa em

“Minha avó disse que isso pode ajudá-la”, disse baixinho, erguendo o frasco. “É uma terra especial… de onde ela cresceu.”

Daniel estava prestes a impedi-la.

Mas então…

Ele percebeu algo.

A respiração de Emily… parecia diferente.

Um pouco mais profunda.

Mais suave. Cheia de vida.

“Que tipo de solo é esse?”, perguntou ela suavemente.

“Perto de um rio”, disse Lily. “Minha bisavó a usava para curar os doentes. Ela dizia que a terra se lembra de como curar… especialmente mães.”

Parecia impossível.

Mas Daniel já havia tentado de tudo.

A esperança, mesmo em sua forma mais estranha… ainda era esperança.

“Tudo bem”, sussurrou ele. “Só… tenha cuidado.”

Lily assentiu.

Ela pressionou suas pequenas mãos na terra fresca e úmida e a colocou delicadamente sobre a barriga de Emily, espalhando-a lentamente, quase reverentemente.

“Acorde, senhorita Emily”, sussurrou ela. “Seu bebê está esperando por você.”

E então…

Os dedinhos de Emily se moveram.
Só um pouquinho.

Mas o suficiente.

Daniel congelou.

O monitor oscilou — uma pequena mudança —, mas diferente do ritmo monótono e interminável dos últimos oito meses.

“Ele se mexeu…”, sussurrou.

Lily sorriu, ainda concentrada.

“Minha avó diz que os corações podem ouvir… mesmo quando as pessoas estão dormindo”, disse ela.

Pela primeira vez em meses, o quarto não parecia mais pesado.

Parecia… esperançoso.

Naquela noite, Daniel ficou acordado.

Às 3 da manhã, ele o viu novamente.

Os lábios de Emily tremeram.

Como se ela estivesse tentando falar.

No dia seguinte, a enfermeira notou mudanças.

“Os sinais vitais dele estão… melhorando”, disse ela, intrigada. “É uma leve melhora, mas… real.”

Daniel não disse nada.

Mas esperou.

E Lily voltou.

Todos os dias, ela voltava em silêncio.

Às vezes com ervas misturadas na terra. Às vezes, só a voz dela.

E a cada vez…

Emily respondeu.

Um leve movimento de um dedo.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *